Comunicação Digital – Eugênio Bucci

“A gente pode delegar a nossa memória para as máquinas, o que é uma coisa fantástica. Heródoto provavelmente escreveu a sua obra de memória. Ele tinha que lembrar o que conversava, histórias que ouvia e depois anotava. Tinha uma memória prodigiosa. Hoje a gente não sabe o número do telefone do próprio irmão. Então as máquinas também vão ocupando a nossa função de memória. Tudo isso, claro, facilita e, ao mesmo tempo, cria outras necessidades.” (p. 203)

” Hoje, existe uma ebulição utópica em torno da internet e em torno das novas tecnologias digitais, como se elas trouxessem a igualdade, a voz para todos. Não é assim que as coisas estão se estruturando. Não vejo em que isso vá se diferenciar das outras inovações, como a televisão e o cinema. É muito mais interessante ver a linha de continuidade que existe do que hiper valorizar a ruptura.” (p.204)

“Essa mesma tecnologia que veio para permitir que mais pessoas tivessem acesso ao espaço público estabeleceu também uma diferenciação vertical que antes não estava posta.” (p.205)

” O software é livre, mas alguma coisa ali tem um preço que precisa ser pago (por manutenção, atualização ou essa coisa que se fala de personalização). Então a lógica da remuneração do capital vai prevalecer e seguir o curso que as coisas vêm seguindo. O que eu quero dizer é: não é a tecnologia que muda a sociedade. Nunca foi. A sociedade, ou os movimentos sociais ou as relações sociais, é o que dão sentido social e histórico para a tecnologia, e não o contrário. ” (p.206)

“Se você não vai publicar um livro pela editora, você pode publicá-lo pela internet. Se você não vai ter um videoclip gravado por uma gravadora, você pode colocá-lo na internet. Isso cria os fenômenos instantâneos que a gente tem visto. Então é um pouco disso que eu estou falando. A televisão e o rádio, num período muito próximo, não vão mais depender desse tipo de tecnologia para o público que tiver acesso a esse tipo de serviço na rede. ” (p.209)

“. O Brasil vem acordando para o papel que o Estado precisa desempenhar aí, que tem a ver com universalização de acesso, com capacitação, com 211 educação num ambiente das chamadas novas mídias. Existe um atraso crônico no Brasil, que é a regulação do setor da mídia – e quando eu falo no setor da mídia, eu estou envolvendo a imprensa dos jornais, das redes de TV e também as chamadas novas mídias. O Brasil, estamos muito atrasados, porque nós não disciplinamos sequer a propriedade cruzada dos meios de comunicação, a concentração de propriedade, a concentração de audiência. E a finalidade dessa regulação é assegurar diversidade e pluralidade no debate público e, de outro lado, assegurar uma competição justa entre as empresas que exploram economicamente essas atividades.” (210 e 211)

” Mais classicamente, a gente poderia até dizer: a esfera pública se caracteriza por uma comunicação em torno de assuntos de interesse público. Isso é uma maneira bem restritiva de olhar o conceito, mas é válida. O mundo da vida não precisa passar por aí, obrigatoriamente, embora ele aflua para as esferas públicas. O mundo da vida pode se ocupar da criação de canário, dos filmes alemães da década de 1950, pode ser feito das pessoas que querem fazer a peregrinação de Santiago de Compostela. Tudo isso está acontecendo aí.” (p.212)

” Não houve uma refundação da humanidade ou das comunicações. Aliás, as tecnologias digitais e a internet não devem ser vistas pelo paradigma 213 dos meios de comunicação. Internet não é um meio de comunicação. Se ela pode ser análoga a qualquer coisa, ela é mais análoga à luz elétrica. A internet é uma conexão que produz um novo espaço ou propicia um novo espaço, desenvolve uma série de atividades que são muito maiores do que aquelas, e muito mais numerosas e variadas do que aquelas que nós normalmente chamamos de comunicação.” (p.212 e 213)

Redes sociais na Internet: Considerações iniciais: Raquel da Cunha Recuero

“O estudo de redes sociais “reflete uma mudança do individualismo comum nas ciências sociais em busca de uma análise estrutural” . Para ir além dos atributos individuais e considerar as relações entre os atores sociais, a análise das redes sociais busca focar-se em novas “unidades de análise”, tais como: relações (caracterizadas por conteúdo, direção e força), laços sociais (que conectam pares de atores através de uma ou mais relações), multiplexidade (quanto mais relações um laço social possui, maior a sua multiplexidade) e composição do laço social (derivada dos atributos individuais dos atores envolvidos). O estudo de redes sociais procura também levar para a sociedade os elementos principais estudados em uma rede, tais como densidade da rede, clusterização e etc.” (p.3)

“Inicialmente, constata-se que todos os per- fis, no Orkut, podem ser avaliados pelos amigos, onde o perfil recebe qualificações de sensualidade, confiança e interesse. Quanto mais amigos, mais qualificações se recebe. Existe, assim, um interesse muito grande na popularidade, conseguida através de um número de amigos cada vez maior.” (p.8)

“Se não existe interação social como pressuposto para o estabelecimento dessas conexões no sistema, será que ele pode ser considerado uma rede social? As conexões no Orkut representam conexões sociais? Ainda que seja possível discutir até que ponto um hub no Orkut representa um verdadeiro hub em um grupo social, a verdade é que, para o sistema, essas pessoas são conectores.” (p.9)

“Weblogs e fotologs, portanto, podem representar redes sociais, na medida em que cada weblog ou fotolog representa um indivíduo (ou um grupo) e a exposição de sua individualidade (Recuero, 2003). Entretanto, esses sistemas seriam passíveis de ser compreendidos pelos modelos que explicitamos?” (p.11)

“A comunicação mediada por computador pode ser muito eficiente no estabelecimento de laços sociais porque facilita sua manutenção. Basta um comentário em um blog ou fotolog, um e-mail ou uma breve conversa no ICQ e já se mantém um laço social existente.” (p.12)

 

Lúcia Santaella – Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do póshumano

“O desenvolvimento estratégico das tecnologias da informática e comunicação terá, então, reverberações por toda a estrutura social das sociedades capitalistas avançadas. Tendo em vista a relevância das reverberações que já se fazem presentes e daquelas que estão por vir, tenho defendido a ideia de que nós, intelectuais, pesquisadores e mestres, devemos nos dedicar à tarefa de gerar conceitos que sejam capazes de nos levar a compreender de modo mais efetivo as complexidades com que a realidade em mutação nos desafia.” (p.1)

“Hoje, com as idéias mais ajustadas, posso definir com mais precisão o que tenho entendido por cultura das mídias. Ela não se confunde nem com a cultura de massas, de um lado, nem com a cultura virtual ou cibercultura de outro. É, isto sim, uma cultura intermediária, situada entre ambas. Quer dizer, a cultura virtual não brotou diretamente da cultura de massas, mas foi sendo semeada por processos de produção, distribuição e consumo comunicacionais a que chamo de “cultura das mídias”.” (p.2)

“Ao colocar ênfase nos meios, McLuhan insistia na impossibilidade de se separar a mensagem do meio, pois a mensagem é determinada muito mais pelo meio que a veicula do que pelas intenções de seu autor. Portanto, em vez de serem duas funções separadas, o meio é a mensagem (Lunenfeld, 1999a, p. 130).” (p.3)

“Ora, mídias são meios, e meios, como o próprio nome diz, são simplesmente meios, isto é, suportes materiais, canais físicos, nos quais as linguagens se corporificam e através dos quais transitam. Por isso mesmo, o veículo, meio ou mídia de comunicação é o componente mais superficial, no sentido de ser aquele que primeiro aparece no processo comunicativo. ” (p.3)

“É certo que alguns elementos sempre desaparecem, por exemplo, um tipo de suporte que é substituído por outro, como no caso do papiro, ou um aparelho que é substituído por outro mais eficiente, o caso do telégrafo. É certo também que, em cada período histórico, a cultura fica sob o domínio da técnica ou da tecnologia de comunicação mais recente. Contudo, esse domínio não é suficiente para asfixiar  os princípios semióticos que dei nem as formações culturais preexistentes. Afinal, a cultura comporta-se sempre como um organismo vivo e, sobretudo, inteligente, com poderes de adaptação imprevisíveis e surpre endentes.” (p.3 e 4)

“A proliferação midiática, provocada pelo surgimento de meios cujas mensagens tendem para a segmentação e diversificação, e a hibridização das mensagens, provocada pela mistura entre meios, foram sincrônicas aos acalorados debates dos anos 80 sobre a pós-modernidade. ” (p.5)

“Enfim, cultura de massas, cultura das mídias e cultura digital, embora convivam hoje em um imenso caldeirão de misturas, apresentam cada uma delas caracteres que lhes são próprios e que precisam ser distinguidos, sob pena de nos perdermos em um labirinto de confusões. Uma diferença gritante entre a cultura das mídias e a cultura digital, por exemplo, está no fato muito evidente de que, nesta última, está ocorrendo a convergência das mídias, um fenômeno muito distinto da convivência das mídias típica da cultura das mídias. ” (p.5)

“Mas é a convergência das mídias, na coexistência com a cultura de massas e a cultura das mídias, estas últimas em plena atividade, que tem sido responsável pelo nível de exacerbação que a produção e circulação da informação atingiu nos nossos dias e que é uma das marcas registradas da cultura digital. ” (p.6)

“Questões resultantes da maneira como o computador está recodificando as linguagens, as mídias, as formas de arte e estéticas anteriores, assim como criando suas próprias, a relação entre imersão e velocidade, a dinâmica frenética da WWW, com seus sites que pipocam e desaparecem como l ores no deserto, a vida ciborg, o potencial das tecnologias vs. a viabilidade do mercado, os mecanismos de distribuição, a dinâmica social dos usuários, a contextualização desses novos processos de comunicação nas sociedades do capitalismo globalizado são alguns dos temas que aparecem na ponta do iceberg, deixando entrever as complexidades que aí residem. ” (p.6)

“A cibercultura, tanto quanto quais quer outros tipos de cultura, são criaturas humanas. Não há uma separação entre uma forma de cultura e o ser humano. Nós so mos essas culturas.” (p.8)

“A rápida evolução do computador com para da com aquela de tecnologias anteriores, quando contrastada com a ausência de evolução na forma humana, levou o teórico e artista da realidade virtual Myron Krueger a prever que a interface última entre o computador e as pessoas estará volta da para o corpo humano e os sentidos humanos ” (p.9)

 

Cultura Livre de Lawrence Lessig

“Os criadores aqui e em todo lugar estão sempre e o tempo todo construindo em cima da criatividade daqueles que vieram antes e que os cerca atualmente. Essa construção é sempre e em todo lugar parcialmente feita sem compensação ou autorização do criador original. Nenhuma sociedade, livre ou controlada, jamais obrigou qualquer forma de pagamento ou exigiu permissão para todos os usos de criatividade Waltdisneyana que aconteceu.” (p. 28)

“Culturas livres são culturas que deixam uma grande parcela de si aberta para outros poderem trabalhar em cima; conteúdo controlado, ou que exige permissão, representa muito menos da cultura. A nossa cultura era uma cultura livre, mas está ficando cada vez menos livre.” (p.28)

” Com a Kodak, a expressão era possível de forma muito mais rápida e simples. A barreira para a expressão foi reduzida. Pessoas esnobes podiam a desprezar pela sua “qualidade” e os profissionais podiam desconsiderá-la como irrelevante.” (p.29)

““Alfabetização midiática”, como Dave Yanofsky, o diretor executivo do projeto Just Think!, define, “é a habilidade (. . . ) de entender, analisar e 1NT: o autor usa no original o termo “image-right”, em um trocadilho com “image” — imagem — e copyright 2NT: Just, em inglês, significa apenas 33 “Meros Copiadores” desconstruir as imagens dos meios de comunicação. Ela visa torná-lo [as crianças] entendidas em como os meios de comunicação funcionam, como eles são criados, distribuídos, e como as pessoas têm acesso a eles”.” (pg. 32 e 33)

” O escritor Michael Crichton se especializou na narrativa de ficção científica. Mas quando ele tentou criar um jogo de computador baseado em uma de suas obras, ele teve que aprender toda uma nova forma de fazer as coisas. Como guiar as pessoas através de um jogo sem a sensação de que elas estão sendo guiadas não 34 é uma coisa óbvia, mesmo para um escritor extremamente bem sucedido.” (p. 33 e 34)

“O século 21 pode ser diferente. Esse é o ponto crucial: ele pode ser um século de trocas. Ou ao menos de uma melhor compreensão de como essa nova linguagem funciona. Ou melhor, de entender as ferramentas que podem ser usadas para nos guiar ou desviar.” (p. 34)

“Mas diferentemente de qualquer tecnologia que apenas capture imagens, a Internet permite que tais criações sejam compartilhadas com um incrível número de pessoas, de forma praticamente instantânea. ” (p. 37)

“O tempo mais difícil de obter é o tempo sincronizado. As tecnologias que permitem comunicação assíncrona, como o email, aumentam as oportunidades de comunicação. Os blogs permitem o discurso público sem que as pessoas precisem se encontrar em um determinado local público” (p. 38)

“Nós criamos uma tecnologia que pega a mágica da Kodak, a combina com imagens em movimento e sons, e adicionamos a ela um espaço para comentários e para divulgar essa criatividade em todo lugar. Mas estamos construindo a lei de modo a barrar tal tecnologia” (p.42)

“Se podemos entender “pirataria” como o uso de propriedade intelectual dos outros sem permissão — ainda mais se o princípio “se tem valor, tem direito” estiver correto — então a história da indústria cultural é uma história de pirataria. Todos os setores importantes da “grande mídia” da atualidade — filmes, música, rádio e TV à cabo — nasceram de um tipo de pirataria bem definida. A história recorrente é como os piratas da geração passada se uniram ao country club dessa geração — até agora.” (p. 49)

“Como em todos os direitos de propriedade, o copyright dá ao dono o direito de decidir os termos segundo os quais o conteúdo pode ser compartilhado. Se o dono do copyright não quiser vender o conteúdo, ele não precisa. Existem exceções: licenças legais importantes que se aplicam a conteúdo sob copyright independentemente do desejo do dono do copyright. Essas licenças dão às pessoas o direito de “tomarem” conteúdo sob copyright queira o dono do copyright vendê-lo ou não. Mas onde a lei não dá às pessoas o direito de pegarem conteúdo, é errado o fazer mesmo que esse erro não cause prejuízo. Se nós temos um sistema de propriedades, e esse sistema é apropriadamente equilibrado com a tecnologia do seu período, então é errado tomar propriedades de outros sem sua permissão. É exatamente isso o que significa “propriedade”.” (p. 59)

“A tolerância zero nunca foi uma característica de nossa história. Ela não produziu a indústria de conteúdo que temos atualmente. A história da lei americana sempre foi um processo de equilíbrio. Conforme as novas tecnologias mudaram a maneira como o conteúdo era distribuído, a lei se ajustava, após algum tempo, às novas tecnologias. Nesse ajuste, a lei procurava garantir os direitos legítimos dos criadores enquanto protegia a inovação. ” (p. 67)

“A tecnologia da Internet está mudando muito rapidamente. O modo como as pessoas se conectam à Internet está mudando muito rapidamente (de com para sem cabos). Sem sombra de dúvidas a rede não deveria tornar-se uma ferramenta para “roubar” conteúdo de artistas. Mas também a lei não deveria tornar-se uma ferramenta para entrincheirar-se uma forma específica pela qual os artistas (ou mais precisamente) deverão ser pagos.” (70 e 71)

 

Wikinomics

“Devido às profundas mudanças em tecnologia, demografia, negócios, na economia e no mundo, estamos entrando em uma nova era, na qual as pessoas participam da economia como nunca antes. Essa nova participação atingiu um ápice no qual novas formas de colaboração em massa estão mudando a maneira como bens e serviços são inventados, produzidos, comercializados e distribui dos globalmente. Essa mudança apresenta oportunidades de longo alcance para todas as empresas e pessoas que se conectam. No passado, a colaboração era, na maioria das vezes, de pequena escala.” (pg.20)

“A rebelião que ocorre neste momento na midia e na indústria do entrete- nimento nos fornece um exemplo .inicial de como a colaboração em massa está virando a economia de cabeça para baixo. Produtores credenciados de conhecimento, antigamente um baluarte do “profissionalisrno”, dividem o palco corn criadores “amadores” que estão rompendo todas as atividades em que põem as mãos.” (p.22)

“Os indivíduos agora compartilham conhecimento. capacidade computa- cional, largura de banda e outros recursos para criar uma vasta gama de bens e serviços gratuitos e de código aberto que qualquer um pode usar ou modi- ficar. E mais, as pessoas podem contribuir com os “espaços digitais públicos” (digital commons) a um custo muito baixo para si próprias, o que torna a ação coletiva bem mais atraente.” (p.22)

“Uma análise sóbria das tendências atuais revela que essa nova participação é, ao mesmo tempo, uma bênção e uma maldição. A colaboraçãopem massa pode dar poder a uma tropa de individuos e organizações conectados para criar uma ri- queza extraordinária e alcançar níveis sem precedentes de aprendizado e descobertas clentificas. Se formos inteligentes, usaremos essa capacidade a fim de criar oportunidades para todos e administrar cuidadosamente os recursos naturais do planeta. Mas a nova participação também causará grande transtorno, deslocamento e perigo para as sociedades, empresas e indivíduos que não conseguirem acompanhar essa mudança implacável.” (p. 26)

“O ritmo da mudança e a evolução dasdemandas dos clientes são tão rá» pidos que as empresas já.não podem mais depender apenas das capacidades internas para satisfazer as necessidades externas.”

“É claro que as empresas precisam proteger a propriedade intelectual crí- tica. Eias devem sempre proteger as jóias da sua coroa, por extemplo. Mas as empresas não podem colaborar de maneira eficaz se toda a sua propriedade intelectual for escondida. Contribuir com espaços comuns não é altruismo; muitas vezes é a melhor maneira de construir ecossistemas empresariais dinâmicos que utilizam uma base comum de tecnologia e conhecimento para acelerar o crescimento e a inovação.”

“Esses quatro princípios – abertura, peerozg, compartilhamento e ação glo- bal _ definem como as empresas do século XXI competem. l-Ilas são muito diferentes das multinacionais hierárquicas, fechadas, cheias de segredos re isoladas que dominaram o seculo anterior. Uma coisa que não mudou é que as organizações (e sociedades) vencedo- ras serão aquelas que lançaräo mão das to rrentes de conhecirnento humano e as transforrnarão em aplicações novas e úteis. A diferença hoje é que os va- lores, competências, ferramentas, processos e arquiteturas organizacionais da economia de comando e controle em declínio não são simplesmente ul- trapassados, mas são deficlências no processo de criação de valor.” (p.43)

“As revoluções anteriores acarretadas pela tecnologia, como a eletrifica- ção da indústria, demoraram quase um século para aconteceni” Hoje, o crescente alcance e a escala dos recursos aplicados em inovação slgnifi- cam que as mudanças se darão de forma mais rápida. Apesar de ainda estarmos no início de um ajuste econômico e institucional profundo, as empresas já estabelecidas no mercado não devem esperar um período de carencia. A velha e arraigada mentalidade do tipo ” planejar e empurrar” está rapidamente sendo substituída por uma nova e dinâmica economia de “empenho e criação conjunta “. Uma economia global hipercompetiti- va está remodelando as empresas, e mudanças politicas e jurídicas estao para acontecer.” (p.44)

O Culto do Amador de Andrew Keen

“Se mantivermos o ritmo, haverá mais de 500 mi de blogs em 2010, corrompendo e confundindo coletivamente a opinião popular sobre todas as coisas, da política ao comércio, das artes e à cultura.” (p.1)

” Hoje em dia, as crianças não sabem distinguir entre notícias críveis escritas por jornalistas profissionais objetivos e o que leem em fulano.blogspot.com. ” (p.1)

“À medida que a mídia convencional tradicional é substituída por uma imprensa personalizada, a Internet torna-se um espelho de nós mesmos. Em vez de usá-la para buscar notí- cias, informação ou cultura, nós a usamos para sermos de fato a notícia, a informação, a cultura.” (p.2)

“Eles se dizem devotados à interação social, mas na realidade existem para que possamos fazer propaganda de nós mesmos: desde nossos livros e ilmes favoritos até as fotos de nossas férias de verão, sem esquecer “testemunhos” elogiando nossas qualidades mais cativantes ou recapitulando nossas últimas farras.” (p.2)

“A revolução da Web 2.0 disseminou a promessa de levar mais verdade a mais pessoas — mais profundidade de informação, perspectiva global, opinião imparcial fornecida por observadores desapaixonados. Porém, tudo isso é uma cortina de fumaça. O 4/10 que a revolução da Web 2.0 está realmente proporcionando são observações supericiais do mundo, em vez de uma análise profunda, opinião estridente, ou um julgamento ponderado. ” (p. 4 e 5)

“Derramamos nossos segredos mais íntimos para o todo-poderoso buscador, através das dezenas de milhões de perguntas que digitamos diariamente. Os motores de busca como o Google sabem mais sobre nossos hábitos, nossos interesses, nossos desejos do que nossos amigos, nossos entes queridos e nosso psiquiatra juntos. ” (p. 6)

“Nossas atitudes com relação a “autoria” também estão passando por uma mudança radical, como resultado da cultura democratizada da Internet de hoje. Em um mundo no qual plateia e autor são cada vez mais indistinguíveis, e onde a autenticidade é quase impossível de ser veriicada, a ideia original de autoria e propriedade intelectual tem sido seriamente comprometida.” (p.6)

“Copiar e colar, é claro, é brincadeira de criança na Web 2.0, que cria uma nova geração de cleptomaníacos intelectuais que acham que só por poder copiar e colar opiniões ou um pensamento bem formulado os faz donos deles.” (p.7)

“Mas talvez as maiores vítimas da revolução da Web 2.0 sejam as empresas reais com produtos reais, funcionários reais e acionistas reais, como discutirei nos capítulos 4 e 5. Cada gravadora extinta, repórter de jornal despedido ou livraria independente falida é uma consequência do conteúdo grátis gerado pelos usuários na Internet – da publicidade gratuita do Craigslist aos vídeos de música gratuitos do Youtube, à informação gratuita da Wikipédia.” (p. 8)

“Chris Anderson está certo ao airmar que o espaço ininito da Internet vai dar cada vez mais oportunidades para os nichos, mas o lado negativo é que isso vai garantir que tais nichos gerarão menos receitas. Quanto mais especializado o nicho, mais estreito o mercado. Quanto mais estreito o mercado, mais curto o orçamento de produção, o que compromete a qualidade da programação, reduzindo ainda mais o público e alienando os anunciantes.” (p.9)

“Mas não podemos culpar outras espécies por este triste estado. Nós seres humanos monopolizamos o centro das atenções nesta nova fase da mídia democratizada. Somos ao mesmo tempo os escritores amadores, os produtores amadores, os técnicos amadores e, sim, os espectadores amadores. A hora do amador chegou, e o público já está dirigindo o show. ” (p.10)

 

“The Shallows” de Nicholas Carr – Caps 1 e 3

“McLuhan entendeu que sempre que um novo meio de comunicação surge, as pessoas se envolvem naturalmente na informação – no “conteúdo” que ele traz. Interessam-se pela notícia no jornal, a música no rádio, os shows na TV, as palavras ditas pela pessoa na outra extremidade do telefone. A tecnologia de uma mídia, por mais surpreendente que possa ser, desaparece por trás de tudo o que flui através dela – fatos, instrução, entretenimento, conversa. Quando as pessoas começam a debater (como sempre) se os efeitos da mídia são bons ou ruins, é sobre o conteúdo que elas discutem. Os entusiastas a celebram; os céticos a denigrem. ” (p.1)

“Como nossa janela para o mundo e para nós mesmos, uma mídia popular molda o que vemos e como o vemos – e por fim, se a usarmos bastante, muda quem somos, como indivíduos e como sociedade. “Os efeitos da tecnologia não ocorrem ao nível das opiniões ou conceitos”, escreveu McLuhan. Pelo contrário, eles alteram “padrões de percepção de forma constante e sem qualquer resistência”. ” (pg. 1)

“O computador tira nossas dúvidas com recompensas e conveniências. É um escravo tão evidente que é difícil crer que é também nosso mestre.” (pg. 2)

“E o que a Web parece estar fazendo é enfraquecer aos poucos minha capacidade de concentração e de contemplação. Não importa se estou online ou não, minha mente agora espera assimilar a informação do mesmo jeito como a Internet a distribui: num fluxo de partículas que se deslocam rapidamente. ” (pg. 3)

” A mente linear, calma, concentrada, sem distrações está sendo substituída por um novo tipo de mente que quer e precisa obter e distribuir informações em curtos rebentos disjuntos e por vezes sobrepostos – quanto mais rápido, melhor.” (pg. 4)

“O que Nietzsche percebeu ao datilografar em sua máquina de escrever – que as ferramentas que usamos para escrever, ler, trabalhar e manipular informações operam em nossas mentes assim como nossas mentes trabalham com elas – é um tema central da história intelectual e cultural.” (pg.10)

“O conflito entre deterministas e instrumentistas nunca será resolvido. Trata-se, afinal, de duas visões radicalmente diferentes da natureza e do destino da humanidade. O debate é tanto sobre a fé quanto sobre a razão. Mas há uma coisa em que ambos concordam: os avanços tecnológicos muitas vezes marcam momentos decisivos na história. Novas ferramentas para a caça e a agricultura trouxeram mudanças nos padrões de crescimento populacional, ocupação e trabalho. Novos meios de transporte levaram a expansões e realinhamentos de indústria e comércio. Novas armas alteraram o equilíbrio de poder entre os estados. Outras descobertas, em campos tão diversos como a medicina, a metalurgia e o magnetismo, mudaram a forma como as pessoas vivem de inúmeras formas – e continuam ainda hoje. Em grande medida, a civilização assumiu sua forma atual como resultado das tecnologias que as pessoas passaram a usar.” (pg. 11)

 

 

Guia – Cibersociedade

O conceito de cibersociedade está diretamente relacionado ao próprio conceito de cibercultura. Sendo essa a área que estuda os hábitos e rituais que envolvem o uso da tecnologia, a cibersociedade se relaciona diretamente, podendo ser entendida como o tipo de sociedade construída a partir do advento da cibercultura e também a sociedade criada dentro dos ciberespaços, nos meios digitais. Conceituando cibersociedade, pode-se dizer que corresponde a um espaço invísvel e social desenvolvido a partir do virtual. Uma sociedade que vive em torno das máquinas e necessita dela para a maioria de suas atividades.

Desde o desenvolvimento de aparelhos tecnológicos como o computador, o celular e outras criações mais abstratas como a internet, a sociedade passa por mudanças constantemente. Os relacionamentos, os empregos, as vidas não são mais as mesmas. Enquanto anteriormente, o rádio, a TV e o cinema provocaram grandes alterações na forma das pessoas de verem o mundo, as invenções do século XXI, “modernas”, foram muito além de qualquer expectativa.

Na década de 60, um desenho animado chamado The Jetsons foi criado. Um ano depois, sua exibição cessou e anos depois, em 1984, retornou a exibição, ficando no ar por três anos. Após esse período, as episódios continuaram a ser reprisados por anos, até o início da década de 2000. A proposta do desenho era a idealização de uma família do futuro, com robôs, carros voadores e um alto contato com a tecnologia. Talvez ainda faltem alguns anos para que todas as “profecias” dos Jetsons se cumpram, mas atualmente já podemos ver traços na sociedade dessa total interação entre o humano e o tecnológico.

A cibersociedade é então um caminho duplo. Pode ser entendida tanto como a sociedade real que interage com os computadores, a internet e diversos aparatos tecnológicos, como também pode ser a sociedade criada no espaço da internet, a representação na web do real, a forma como interagimos através de perfis e possibilidades virtuais.

O Cyber na Sociedade

Atualmente, um debate comum é a questão do “como viver sem a internet”. Parece impossível. Diversas vezes nos esquecemos que no passado vivemos sem esse mundo e tudo já era harmonioso. Trabalhos eram feitos, relações eram criadas e mantidas, a comunicação existia, porém de uma forma totalmente diferenciada. Hoje, usamos as tecnologias para trabalhar, nos relacionarmos, para tudo. Vivemos conectados, mas há um preço para isso. Ironicamente, a desconexão. Enquanto temos nossas fronteiras “desmontadas” e acesso a milhares de informações e pessoas, nos isolamos mais no campo da realidade, e nos preocupamos apenas com o virtual. A cibersociedade é na verdade uma sociedade dependente e viciada, que encontrou facilidades e recusa se afastar de tais.

Computadores, celulares, aparelhos inteligentes, brinquedos infantis tecnológicos. Por todos os lados, estamos cercados de tecnologias. As crianças que nasceram com a internet já existente, praticamente nascem sabendo como mexer e lidar com tais equipamentos, e divertem-se dessa forma. Já os adultos, tentam seguir o ritmo da “seleção natural” que ocorre sempre que uma novidade surge. Aqueles que melhor se adaptam, sobrevivem.

A Sociedade dentro do Cyber

Enquanto criamos essa dependência do tecnológico, passamos a nos inserir no meio abstrato, nas redes. Perfis em redes sociais, blogs, a vida que criamos no espaço on-line. Através do virtual, nos relacionamos, temos a possibilidade de trabalhar e construirmos uma identidade dentro do universo cibernético.

A questão da identidade online pode ser muito bem representada pelos gamers de jogos online. Personagens são criados, ainda mais explicitamente em jogos de realidade virtual, e se tornam a representação do real no abstrato.

A partir dessa possibilidade de ser uma outra pessoa ou outra versão de si mesmo através da internet, muitos acabam mergulhando de cabeça nisso e passando a vier suas vidas exclusivamente virtuais. Uma oportunidade para aqueles que não se sentem seguros em relações pessoais reais. O que também pode ser perigoso. Perfis falsos, criados com intenções criminosas são uma ameaça real, que também fazem parte da cibersociedade em que estamos vivendo. Crimes virtuais passaram a ser os mais preocupantes, pois as possibilidades são enormes e o acesso à informação, quase sem limites.

Conclusão

Apesar de as facilidades que a nova era moderna trouxa para a sociedade serem bastante benéficas, é preciso estar atento para as possíveis variações negativas. Fugir se torna cada dia mais difícil. Mesmo que as pessoas decidam excluir as tecnologias de suas vidas pessoais, muitas vezes não poderão aplicar isso em seu local de trabalho ou estudo. Uma sensação até mesmo desconfortável, ter a consciência de que não há mais como controlar a linha entre o homem e as máquinas. Até onde vamos deixar que elas interfiram em nossas vidas? Até quando nossas cibervidas seguirão e serão suficientes?

Fontes:

http://www.tecmundo.com.br/internet/4232-o-que-e-cibercultura-.htm

http://br.monografias.com/trabalhos/cibersociedade-cibercultura-sensibilidade-apocaliptica/cibersociedade-cibercultura-sensibilidade-apocaliptica.shtml

http://bbitalinda.blogspot.com.br/2010/08/concepto-de-cibersociedad.html

 

Crítica da cultura da convergência: participação ou cooptação? – Alex Primo

” Ora, experiências diferentes são mediadas por tecnologias distintas. É neste sentido que o prazer de assistir-se a um filme em um grande cinema não pode ser reproduzido em uma sala de televisão, mesmo que se apague as luzes e se aumente o som. ” (p.2)

“Para ele (McLuhan), o “conteúdo” da televisão, por exemplo, é devedor do cinema e do teatro. É como se os meios andassem “aos pares”” (p.2)

“Bolter (2001) resume que a remediação é um processo de homenagem e rivalidade entre tecnologias de comunicação, tendo em vista que o novo meio incorpora características de seus antecessores, mas também contribui para a atualização destes últimos. Em outras palavras, não apenas as novas mídias são devedoras dos meios que os antecederam, mas estes também transformam-se em virtude da popularização daqueles. ” (p.3)

“De fato, a cultura da convergência tem demandado que a mídia massiva tradicional tenha que se reinventar. Por outro lado, essas pressões vêm de um público acostumado a interagir ativamente, intervir no conteúdo e conversar com seus pares na rede. Além disso, cria colaborativamente, distribui informações e se engaja em movimentos coletivos. A rigor, a organização da ação em rede e a produção cooperada não é invenção da internet. ” (p.4)

“Com a expansão de blogs, microblogs (Twitter), podcasts e de serviços digitais para a administração coletiva da produção e circulação de notícias, pessoas desvinculadas de grandes instituições midiáticas ganharam espaço para expressão pública e força de pressão coletiva. ” (p. 4 e 5)

“Lévy (1998, p. 28) entende inteligência coletiva como “uma inteligência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta em uma mobilização efetiva das competências.” (Lévy, 1998, p. 28).” (p.5)

“As mídias digitais foram criadas a partir de demandas sociais e fomentam o fortalecimento dos mesmos movimentos coletivos. Em outras palavras, a internet criou tanto a cultura participativa quanto foi criada por ela. ” (p.6)

“O sucesso do livro do autor na indústria, suas caras palestras para diversos setores do mercado e sua consultoria sobre práticas de transmídia revelam seu engajamento e compromisso com as estratégias mercadológicas da mídia. ” (p.7)

“Não se quer aqui, todavia, abordar a cultura da convergência como mera imposição daqueles que exercem o controle sobre interagentes supostamente ingênuos e indefesos. Pelo contrário, as audiências e consumidores sentem prazer em serem “incluídos” no processo, compreendendo que podem não apenas receber melhores produtos e serviços como também colaborar para a criação de conteúdos mais divertidos e focados em seus interesses. Além disso, essa inter-relação oferece uma promessa de lucros para blogueiros e tuiteiros em sistemas de parceria. ” (p. 7)

“A participação das audiências na disseminação de spoilers, fan fiction , fanzines, fan art , fansubbing e traduções colaborativas de livros é vista por muitos como uma forma contemporânea de resistência. A rigor, os processos criativos espontâneos recém citados são peças ilegais, já que fazem uso de personagens e histórias protegidas por copyright. As intervenções dos fãs teriam se convertido, pois, em um ataque à indústria de entretenimento, que cobra caro por seus produtos e não reconhece a dedicação e fidelidade dos fãs de seus produtos. ” (p. 8)

” Cada produção do fandom é uma reinterpretação, uma reinvenção, uma apropriação criativa da mídia. ” (p. 8)

“Com o borramento da fronteira entre produção e consumo, com a liberdade de expressão e circulação de informações na rede, com a simplificação das ferramentas de produção e com a popularização dos sites de redes sociais pode-se reconhecer um empoderamento das pessoas desvinculadas de instituições midiáticas. Em outros tempos, a relação da grande mídia com seus públicos foi descrita através de estratégias de controle e alienação. Na cibercultura, não apenas os meios de consumo de produtos culturais multiplicaram-se, mas também os sistemas de troca entre indústria e audiências transformaram-se.” (p.9)

“Segundo as utopias da cibercultura, a produção independente enfraqueceria o interesse por produtos globais à medida que a demanda por criações locais e segmentadas ganharia primazia. De fato, os mercados de nicho desenvolveram-se de forma surpreendente , mas a grande mídia ainda mostra-se hegemônica. Curiosamente, mesmo blogs e sites de jornalismo participativo dependem de sites noticiosos de corporações de mídia tradicionais. O que se vê, portanto, é uma maior interdependência mas não um jogo de soma zero, onde apenas um lado pode ganhar.” (p. 10)

“Movimentos de software livre e pirataria e o uso de blogs e Twitter em regimes ditatoriais são alguns exemplos de resistência política de notoriedade na cibercultura” (p. 10)

“De toda forma, a intenção deste texto foi de alertar que o debate não pode resumir-se à celebração da convergência dos interesses da grande mídia com os desejos de consumo de fãs. Esse relacionamento — relevante e inovador, não há dúvida — deve ser visto como apenas um entre tantos fenômenos da cibercultura e não como aquele que descreve e resume nosso tempo. ” (p.10)

Búsqueda: Fim do Jornalismo?

A atividade propunha a pesquisa em sites de busca acerca de uma novidade, um filme cearense, uma nota ou um boato, entre outras. Tendo escolhido a última opção citada aqui, encara-se o fim do jornalismo como algo polêmico que levanta opiniões diversas e que é arrastada há bastante tempo, ainda não se concretizando. Com os avanços tecnológicos, principalmente as redes sociais, espaço que garante aos usuários liberdade de produção de conteúdo e disseminação de suas opiniões, onde todos se julgam informados e detentores da razão, a função do jornalista começa a se tornar confusa.

Usando o termo “fim do jornalismo” nos mecanismos dos sites Google, DuckDuckGo e Yahoo, encontraram-se diversos resultados, entretanto, serão analisados os quatro primeiros em cada um deles.

Google:

1: http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-debates/o-fim-do-jornalismo-2/

2:http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de debates/_ed800_aplausos_para_a_morte_do_jornalismo/

3:http://observatoriodaimprensa.com.br/tv-em-questao/o_fim_do_jornalismo_por_ele_mesmo/

4:http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/o_fim_do_jornalismo_puro_sangue/

DuckDuckGo:

1:http://fimdojornalismo.blogspot.com.br/

2:http://jornalggn.com.br/noticia/e-o-fim-do-jornalismo-tradicional-viva-o-jornalismo-por-fabio-lau

3:http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/comunicacao-informacao/jornalismo-686486.shtml

4:http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-debates/o-fim-do-jornalismo-2/

Yahoo:

1:http://fimdojornalismo.blogspot.com.br/

2:http://jornalggn.com.br/noticia/e-o-fim-do-jornalismo-tradicional-viva-o-jornalismo-por-fabio-lau

3:https://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo

4:https://www.linkedin.com/pulse/fim-do-jornalismo-kati-dias

Observando-se os resultados do primeiro site de busca, nota-se a predominância do mesmo site, o Observatório da Imprensa, o que pode ser visto como um problema; o domínio da mesma linha de publicação que guia o usuário do Google para as mesmas informações. Julgando o DuckDuckGo, observa-se uma maior variedade de conteúdos e linhas de pensamento, variando entre artigos e páginas com cunho mais informativo, ao contrário do primeiro site de busca.

Analisando os resultados do Yahoo, podemos reparar na extrema semelhança com o anterior, o DuckDuckGo, sendo os dois primeiros sites iguais, e mantendo a variação de conteúdo e opinião.

Ao julgar a relação dos links com as palavras usadas na busca, talvez o Google tenha se aproximado mais ao objetivo da pesquisa, trazendo textos de visão mais opinativa, entretanto, perde pontos ao trazer apenas um site, apesar deste ser conhecido pelas boas observações acerca do jornalismo. Os outros dois sites, ganham credibilidade pela variância, entretanto, perdem ao priorizarem informações menos relevantes. Entre os dois últimos, pessoalmente, seria preferível o uso do DuckDuckGo, que pareceu apresentar um hibridismo de conteúdo informativo e opinativo.